Receita reconhece fraude em documento de filha de Serra

Brasília – O secretário da Receita Federal, Otacílio Cartaxo, reconheceu hoje (1º) que houve fraude na procuração que foi usada para quebrar o sigilo fiscal de Verônica Serra, filha do candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra. Segundo Cartaxo, o caso foi encaminhado ao Ministério Público Federal. Em comunicado lido nesta quarta-feira (1ª), Cartaxo afirmou que Verônica Serra não reconheceu como sendo dela a assinatura na procuração, que também não tinha reconhecimento de firma pelo cartório do 16º Tabelionato de Notas de São Paulo. “A mídia já noticia que a senhora Verônica Allende Serra não confirma a assinatura e que também o cartório não reconhece o reconhecimento da firma da contribuinte. Em face disso, hoje, às 14h, foi entregue ao Ministério Público Federal o documento original porque, diante desses fatos, aconteceu a falsificação de documento público federal e cabe à PF [Polícia Federal] a apuração do fato”.

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Melhores momentos da entrevista de José Serra ao Jornal da Globo – 31/08

Melhores momentos da entrevista de José Serra ao Jornal da Globo – 31/08 Canal de Jose Serra

DILMA ENROLA E NÃO RESPONDE – JORNAL DA GLOBO

UM GOVERNO SEM PUDOR NEM LIMITES

Por Reinaldo Azevedo
O ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, voltou a acusar o PSDB de transformar em “palanque eleitoral” o episódio da violação dos sigilo fiscal de dirigentes do partido e de criar “factoides” em torno das investigações conduzidas pela Receita Federal. “Eles não conseguem fazer palanques nos Estados, ficam criando palanques fictícios”, alfinetou Padilha, em alusão à debandada de aliados da oposição para a campanha presidencial da candidata do PT, Dilma Rousseff, diante da escalada dela nas pesquisas. O ministro fez as declarações ao deixar o Congresso, onde acompanhou o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, na entrega do projeto de Lei Orçamentária para 2011. Padilha afirmou, ainda, que a Receita Federal vai cumprir todos os procedimentos relativos à investigação da denúncia de ampla violação de sigilos fiscais, que atingiu pessoas ligadas ao alto comando do PSDB, bem como outras alheias à esfera política, como a apresentadora da Rede Globo, Ana Maria Braga. Reportagem do jornal O Estado de S. Paulo mostrou que o vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, não teve acesso à íntegra dos autos da sindicância interna conduzida pela Receita Federal para investigar o caso, apesar da determinação da Justiça Federal. O jornal revelou que 13 volumes do processo não foram entregues ao dirigente tucano. “A Receita vai cumprir todas as determinações do juiz. O governo não admite irregularidades como essas”, assegurou Padilha, em alusão ao esquema de violação generalizada de sigilos fiscais que veio à tona, após a denúncia de Eduardo Jorge. Entretanto, embora o órgão tenha passado a sustentar a existência de um “suposto balcão de compra e venda de informações” e “pagamento de propina” na delegacia do Fisco em Mauá, na região do ABC paulista, o jornal O Estado de S. Paulo mostrou que essa versão não constou do relatório entregue ontem ao Ministério Público.

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MOTIVOS PARA VOTAR EM ROGÉRIO MARINHO

O Deputado que criou o Metrópole Digital no RN
Projeto elaborado por Rogério Marinho e executado pela UFRN vai transformar Natal num Pólo de Tecnologia da Informação e já está capacitando 1.200 jovens na área de informática. Os alunos recebem uma bolsa mensal de incentivo de R$ 161,00. Para este projeto o deputado já garantiu R$ 43 milhões.
O deputado que ampliou o FIES
Rogério foi o relator da emenda que ampliou o Fies de 50% para 100% beneficiando milhares de estudantes com financiamento público para cursar universidades privadas. Ele também aumentou o prazo de pagamento do financiamento para 10 anos e reduziu as taxas de juros de 9% para 3,5%. Além disso, criou o fiador solidário e incluiu cursos de mestrado e doutorado nas linhas de financiamento.
Devolveu R$ 10 bilhões por ano para Educação
Foi ele o relator do projeto que garantiu o acréscimo de R$ 10 bilhões por ano ao orçamento do MEC, com o fim da DRU – Desvinculação das Receitas da União que há anos retirava dinheiro da educação. Até 2016 esse dinheiro será todo investido na melhoria do ensino básico.
Aumentou o tempo na Escola
Foi proposta de Rogério Marinho a lei que garante acesso de todos os estudantes de 4 a 17 anos nas escolas da rede pública de todo Brasil. Mais tempo em sala de aula para mais de 3,5 milhões de crianças e jovens, ajudando estados e municípios na universalização do ensino e na melhoria da qualidade da educação no país.
Trabalho de Rogério garante recursos para o RN
Em quatro anos de mandato Rogério garantiu recursos para obras de infra-estrutura urbana, eventos e promoção turística, construção de habitações populares, esporte e lazer, construção de praças, calçamento, construção e reformas de quadras de esportes em escolas, apoio à assentamentos precários, infra-estrutura turística, implantação de centros de acesso a tecnologias para inclusão social, construção e modernização de bibliotecas, além da construção de 25 escolas modelo de educação infantil.
Destinou dinheiro para Saúde
O deputado Rogério Marinho também trabalha pela saúde da população do RN e colocou emendas para ajudar os principais hospitais do Estado. Foram beneficiados: o Hospital Guiomar Fernandes em Alexandria, Cel. Pedro. Germano da Polícia Militar, GACC – Grupo de Apoio à Criança com Câncer, Maternidade de Patú, Associação Pioneira, Hospital Infantil Varela Santiago, Hospital Onofre Lopes e Liga Norteriograndense Contra o Câncer.
Destaque no trabalho das Comissões
Rogério Marinho é coordenador da bancada de oposição na Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional e também foi vice-presidente da Comissão de Educação da Câmara Federal. Rogério está criando o Prouni do Ensino Técnico O Protec vai garantir bolsas de estudos para estudantes de baixa renda em escolas técnicas particulares, proporcionando aos jovens a possibilidade de se prepararem melhor para o mercado de trabalho. Leia mais »

MISTÉRIOS DE DILMA

Editorial do jornal Folha de São Paulo. 27.08.10
Ao tornar inacessíveis os dados referentes à prisão da candidata Dilma Rousseff, o STM sonega informações de evidente interesse público Encontram-se guardados a sete chaves, num cofre do Supremo Tribunal Militar, os autos do processo que levou à prisão, em 1970, a atual candidata do PT à Presidência da República. É evidente a distância, temporal e ideológica, entre aquela Dilma Rousseff de 1970, integrante do grupo guerrilheiro Vanguarda Armada Revolucionária-Palmares, e a candidata de hoje. A superação de extremismos e fantasmas ideológicos foi uma conquista, obtida não sem esforço e resistência, de toda a sociedade brasileira em seu processo de redemocratização. Até mesmo em função dessa circunstância, não faz nenhum sentido manter em sigilo os documentos relativos ao processo movido contra Dilma Rousseff durante o regime autoritário. É da essência republicana que a biografia de um candidato se exponha ao exame até mesmo impiedoso da opinião pública.

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IMPERDÍVEL: REVISTA PIAUÍ ENGANA SEUS LEITORES

PARA NÃO SER IDIOTA

Este foi, talvez, o artigo mais difícil de ser parido nesses últimos meses. Fiquei mais de uma semana com ele sendo gestado, sem atinar com o rumo que essa prosa deveria tomar. Estou convicto de que foram dois os motivos para tamanha dificuldade para articular o pensamento: 1) a estranheza dessa eleição, uma eleição sem partidos, e sem definição de quem é governo e quem é oposição; 2) a apatia da população – notadamente a juventude – quanto ao seu presente e ao seu futuro. Assistimos a um governo sem definição ideológica e sem oposição, sem um projeto de Nação, comprometido apenas consigo mesmo e com seu projeto de se perpetuar no poder, apresentando uma candidata sem face e sem voto, e sem qualquer experiência eleitoral; e um eleitorado desinformado e desinteressado, movido apenas pelo individualismo imediatista. Atualmente, aqui no patropi, estamos pensando e agindo como se fôssemos milhões de lobotomizados num processo de anomia (pode ir ao dicionário). Quase ninguém está interessado mais em política, com “P” maiúsculo. No máximo, vemos o eleitor que se move tão somente para tentar levar alguma vantagem na campanha eleitoral. Penso que há um tédio crescente pela atividade política, pois ela está associada à politicagem dos acordos espúrios e da corrupção, e uma sensação cada vez mais forte de que política é uma coisa menor, desprezível. A mais nobre das atividades humanas se tornou vergonhosa. Essa é uma das nossas maiores tragédias. Esse fenômeno é mais perceptível nos jovens, aqueles que não vivenciaram os anos de chumbo, melhor, que não conheceram o que é viver sem liberdade. Eles respiram a liberdade como se fosse algo natural.

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