ARTIGO DE RINALDO BARROS
Uma nova ética para a gestão urbana
"Nossos sonhos são os mesmos há muito tempo, mas não há mais muito tempo pra sonhar"
ROGÉRIO ALERTA SOBRE O RISCO DE DESVIOS DE RECURSOS NAS OBRAS DA COPA
A Procuradoria Geral da República divulgou uma nota técnica na última sexta-feira (13) onde afirma temer “graves desvios de verbas públicas” caso o Regime Diferenciado de Contratações seja aprovado pela Câmara dos Deputados.
A INEFICIÊNCIA ENGOLE O GOVERNO DILMA
Durante a última campanha eleitoral, os marqueteiros fizeram questão de construir uma imagem de grande gestora para a então candidata petista à Presidência da República, Dilma Rousseff.
Nos bastidores, seus defensores alardeavam atributos como a falta de paciência com a ineficiência, contra a qual reagia com irritação e, algumas vezes, murros na mesa. Pois passados quase cinco meses de governo, a figura de gerentona começa a se desfazer.
A administração Dilma está se transformando em sinônimo de obras paradas, projetos adiados e promessas na gaveta. Para piorar, a continuidade da era Lula impõe resistências a necessárias mudanças de práticas no funcionamento da máquina.
Resultado: sempre elogiada pelo trabalho à frente do Ministério de Minas e Energia e da Casa Civil e intitulada mãe do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a presidente está sendo engolida pela burocracia.
Não à toa, a inação do governo começa a assustar investidores e empresários, mais do que cientes da pressa do Brasil em superar gargalos na infraestrutura, que têm jogado pesado para empurrar a inflação para além do centro da meta de 4,5% perseguida pelo Banco Central.
Observa-se uma tremenda dificuldade dos principais atores na condução dos investimentos — os ministérios do Planejamento, das Cidades, dos Transportes e da Integração Nacional — por falta de competência.
Mesmo em fases de mais recursos para obras, muito pouco se transforma em realidade.
Somente em restos a pagar — despesas autorizadas, mas não desembolsadas — há R$ 124 bilhões na contabilidade pública.
E mais: sobram problemas na coordenação interministerial, entraves jurídicos e irregularidades de toda ordem.
Diante desse quadro desalentador, especialistas em finanças públicas afirmam que murro na mesa e puxão de orelha são insuficientes para Dilma entregar o que prometeu no tempo desejado.
Para fazer seu governo sair do lugar, ela precisará aliar vontade política com reformas institucionais, votadas pelo Congresso.
“A União tem sérios problemas financeiros e de gestão. O gasto é alto, rígido e ruim e a cobrança de impostos, ineficiente e injusta. Para resolver tais problemas em definitivo, é preciso mudar a cultura de gastar mais e depois correr atrás de dinheiro para cobrir despesas”, diz o economista Raul Velloso. Leia mais »
QUEREM REESCREVER A HISTÓRIA
Publicado originalmente no jornal O Estado de São Paulo – Escrito por Arthur Virgílio
O lulopetismo intenta "reescrever" a História recente do País. Começa com a apropriação do Plano Real, sem lhe citar o nome, e da estabilidade econômica dele advinda. Passa pela demonização das reformas estruturais do período Fernando Henrique Cardoso, mesmo sabendo que foi à custa delas e da conjuntura internacional benigna que Lula surfou nas ondas da popularidade. Desemboca na tentativa de convencer a opinião pública de que não houve mensalão nem desvio ético algum do "comissariado".
Aécio Neves – Os desafios do crescimento sustentável
Publicado originalmente no jornal Folha de São Paulo. Escrito pelo senador Aécio Neves
O Brasil conquistou, na primeira década deste novo século, avanços sociais e econômicos importantes.
A desigualdade de renda vem caindo em um ritmo intenso, graças ao crescimento do emprego e à expansão dos programas sociais instalados e adensados no curso de diferentes governos.

