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Leia a Obra

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BILHETE AOS INDECISOS – Escrito por Rinaldo Barros

Brasileiros e brasileiras,
Espero encontrar o seu coração cheio de amor pelo Brasil. O momento presente exige.
Entendo que somos seres sociais, compartilhamos visões sociais de mundo que orientam práticas sociais. Mas, ilude-se – ou intenta iludir os outros – quem imagina-se neutro.
A neutralidade é uma forma de legitimação do sistema de dominação e mascara interesses declarados ou inconfessos. Como ensina Maurício Tragtenberg, “a ideologia do acadêmico é não ter nenhuma ideologia, ele faz fé de apolítico, servindo assim à política do poder”.
Por outro lado, é preciso diferenciar “política partidária” e “Política”.
A primeira é restrita e se refere à política institucional, eleitoral, cujo locus preferencial é o Estado; a segunda, é mais abrangente e diz respeito à vida em sociedade para além das instituições vinculadas ao Estado; é a sociedade civil, onde é construída a cidadania.
O cidadão pode declarar-se apartidário e apolítico. Mas, isto não lhe retira a qualidade de ser um ente social e político. Lato sensu, é impossível não ser político (a).
Até porque a omissão é também uma posição política. A pior delas.
Ninguém é politicamente neutro. Você pode decidir ser omisso, neutro é impossível.
Uma intervenção política de todos os cidadãos é inevitável, para evitar a ruína da nação.
E, por fim, na conjuntura atual do Brasil, um novo Governo deve ter a chance de cuidar do que o PT não foi capaz. Alternar o Poder é imprescindível para fortalecer a Democracia.
O que está faltando é definir um projeto de desenvolvimento da Nação, com a tarefa de construir uma sociedade mais inclusiva, tolerante, marcada por melhores condições de vida e índices menores de criminalidade; na qual as “bolsas” e “cotas” sejam trocadas por salários dignos e empreendedorismo. Uma economia baseada no desenvolvimentismo, fortalecendo a infraestrutura e incentivando os setores produtivos; em lugar da especulação financeira.
Resgatar a educação como uma tarefa sagrada: construir ensino público que abra para o país as portas de um futuro com desenvolvimento sustentável, com a conquista da classe média para a escola pública, como fiadora de sua qualidade; enfim, promover uma força de trabalho qualificada e consciente de que o capital humano é um poderoso motor do desenvolvimento.
O Brasil precisa que um novo reencantamento de esperança se faça vida.
Para cumprir essa imensa e extraordinária tarefa, vamos precisar de todo mundo.
E ninguém tem o direito de não se sentir convocado. Até porque, no fundo, você também quer mudar.
Aceite um abraço fraterno.
Rinaldo Barros